NovaChip Tecnologia

A NovaChip nasceu com a proposta inicialmente de oferecer produtos e serviços diferenciados na área de informática, eletrônica e telecomunicações. Com mais de 25 anos de vivência na área, fui coletando informações sobre as deficiências e queixas mais comuns de comerciantes, usuários experientes e principalmente pessoas que estão entrando agora no mundo tecnológico.

A empresa em sua primeira etapa, tentou se adequar ao mercado mas cometeu um erro que agora, na sua versão RELOADED, foi aprendido: oferecia serviços semelhantes aos concorrentes locais, proporcionando o mesmo nível de satisfação encontrado por aí. Ou seja, não havia motivos para uma pessoa mudar a sua rotina se todas as lojas de informática ofereciam serviços sem nenhum atrativo como diferencial.

Agora, vamos além. Os produtos e serviços aqui apresentados, foram cuidadosamente criados para oferecer uma experiência única e com ótimas garantias de satisfação ao seu término. Se precisar, reinventamos a roda e colocamos pelo menos mais 03 diferenciais únicos no produto final. A mania de misturar tecnologias e estruturas computacionais complexas, sempre fez parte do nosso DNA.

A criatividade é uma constante em tudo que fazemos e é o lema principal da nossa vida. A empresa localiza-se na cidade Nova Odessa, interior de São Paulo. Onde cheguei da capital com aproximadamente 16 anos de idade. Não sei fazer outra coisa, se não pressionar membranas plásticas. Ganhei meu primeiro computador MSX 8-bit com cerca de 06 anos de idade, quando crianças ficavam em êxtase jogando o famoso Atari.

Depois de algum tempo, aprendi sozinho lógica de programação e para traduzir os textos dos jogos carregados (como a intro de Ghostbusters)  via fita-cassete que demoravam cerca de 03 minutos, fazia uso constante do dicionário Inglês-Português. Isso me ajuda muito até hoje. Minha curva de aprendizado com muito mais erros que acertos, permitiu descobrir coisas que pelo meio comum não seria possível. Comecei a questionar procedimentos e formas de efetuar sempre a mesma operação em vez de tentar outras possibilidades.

Como consequência normal das coisas, conheci pessoas mais inteligentes que eu e fiz boas amizades. Fui convidado para entrar em um grupo chamado RuSH (Renegade Union of Sneakers and Hackers), cujo líder era reconhecido como Fábio aka ColdFire. Eduardo aka SCSi, Eu como Lalau (um antigo apelido que meu pai usava na rede de bate-papo interna da USP quando mais jovem) e quase uma dúzia de outras brilhantes mentes.

Muito antes da internet, nos comunicávamos com o mundo através de BBS´s (computadores remotos que disponibilizavam arquivos e mensagens, usando modens de 2400 BPS) e sistemas de video-texto da antiga Telesp. Fazíamos ligações de longa-distância grátis para alguns países da Europa usando frequências sequenciais de 2600 Hz com um delay de 150ms, que possibilitavam redirecionar chamadas para algumas regiões através do acionamento de comutadores eletromecânicos analógicos, usados por algumas operadoras de telefonia da época.

Eu tinha um área especial na área de "cracking" de algumas BBS´s como Wings e Warwick (SysOp M.Massa), onde colocava intros e "patches" de vida-infinita e mais munição em alguns jogos simples da época. Tinha um certo renome diante a alguns grupos rivais, onde quebrávamos altos paus, como os antigos amigos Weapon X e Schiz0phrenia que ficava fazendo questionamentos sobre registradores assembly x86.

Uma das minhas tarefas, era programar trojans em Turbo Pascal para modificar a lista de usuários de sistemas remotos e permitir o aumento da permissão de acesso do usuário. Lembro-me bem que um dia, as 12:00hs, SCSi "caiu no DOS" de uma BBS de SP na frente do respectivo Administrador (SysOp), chamada Tomahawk. Tivemos sérios problemas por causa do seu grande ego.

Meu telefone residencial ficava desligado pelo menos 1/3 do ano por falta de pagamento, pois eu abusava com o uso do mesmo em ligações para sistemas HPAVC (hacker/phreaker/artist/virii/cracker) -- "grupos" -- que continham as melhores pessoas da nossa sociedade, como hackers, phreakers (pessoas com conhecimento em ligações a longa distância), artistas de tela ANSI, pessoas com conhecimento em criação e camuflagem de vírus e worms e crackers. A Deep Web das antigas: venda de cartões, calling cards de operadoras telefônicas, DDR´s com linhas externas crackeadas por wardialers (pré-era PBX), userlist´s e hashes de grandes sistemas e tudo o que você ainda não pensou.

Nosso amigo SUiCiDE S0LUTi0N nos explicava por conferência com MUITAS PESSOAS, como escrever um texto simples no 3D Studio 2.0 que rodava em MS-DOS e necessitava de um co-processador matemático Weitek 387, para rodar em nosso rápido 386DX/40 MHz com 2Mb de memória RAM. Meus primeiros programas de animação na era de ouro foram o Animator Pro e Fanta Vision (animadores lendários 2D, frame-a-frame). Gostei muito e acho que é o futuro, técnicas de POV-RAY/Raytracing feita antigamente com scripts em linguagem C. Isso me animou para posteriormente ler quase todo tutorial off-line do Maya para implementar em futuros projetos.

Descobrimos um BUG no sistema da antiga Telesp, que permitia efetuar ligações mesmo com o telefone desligado. Exploramos uma falha do sistema CPA que fazia conferências com várias pessoas. Se o SCSi ligasse do orelhão em frente do meu apartamento para mim, mesmo com o telefone desligado eu iria receber a ligação, porém, eu apertava rapidamente várias vezes o gancho do telefone para acionar a segunda linha de conferência. A manha era o seguinte: caso eu conseguisse efetuar uma ligação pela conferência antes da primeira pessoa desligar, a ligação era concluída para mim mesmo com o telefone cortado.

Era maravilhoso, com quase 14 anos e já um criminoso Federal. Meu pai vivia dizendo que uma dia eu iria ser preso por fazer estas coisas, ele estava parcialmente certo. Um conhecido nosso L. (SysOp da Insane Dreams) amigo de ColdFire, CaE e Cr4zY_Man1ac (quem nos passou os truques de Trunk/Bluebox via Scavenger -- ligações grátis a longa distância) foi preso e isso nos deixou em grande confusão, a lei era algo desconhecido. Pode não ter sido apenas nós, mas eu e CaE coletávamos recibos das transações de cartão dos caixas bancários e usávamos a numeração para usufruir de serviços on-line que eram novidade na época. Forçamos de alguma forma a evolução da segurança de vários serviços onde creio que até hoje ainda existam algumas brechas de segurança, mas não quero sequer me meter.

Mas a intenção da época era apenas just-for-fun. Em uma situação específica, pensei que iria ser preso pelo alvoroço da postagem do conteúdo descompilado da EPROM de um Z80 de uma famosa marca de orelhões de ficha. Indicava claramente que com algumas teclas chave pressionadas em sequencia específica, um modo de desenvolvimento/serviço era habilitado, dando opções de teste muito interessantes.

Depois de algum tempo mudei para o interior e me desliguei de tudo. Quase não usava computadores, estava começando a sair realmente para a vida depois de muito tempo. A informática sempre foi meu motivo de vida e meu serviço seguinte, no primeiro provedor de acesso internet via satélite da cidade, me deu uma bagagem muito boa em geral. Um link de 64kb para ser dividido entre algumas dezenas de modens USRobotics 28k8. Fiz um programa para teste automático do roteador e modens, providenciei rotinas diárias para melhorar a produtividade e aprendi muito fazendo o que gostava.

Fiz cursos de eletrônica no Senai quando tive oportunidade, pois desde muito pequeno, enquanto jovens procuravam revistas masculinas, eu pirava nos projetos e toda a mágica que simples componentes podiam fazer. Estudava e depois comecei em uma empresa em Campinas, que fazia softwares bancários, disponibilizava DBA´s Oracle, prestava serviço em servidores Linux, AIX, HP-UX e Solaris entre outras coisas. Pessoas recém-formadas e brilhantes. Com a minha equipe, cuidávamos de vários servidores e de aproximadamente 200 computadores de programadores colaboradores. Viajava para clientes em São Paulo para resolver problemas de gateways e toda sua conectividade.

Mais e mais coletava dados, opiniões e sugestões de todos, sempre fui de ouvir muito as pessoas e seus problemas. Sempre li muitos artigos sobre a psique humana, meditação, marketing pessoal e outros assuntos que promovam a oportunidade do ser humano melhorar moralmente de dentro para fora. Foi realmente uma das melhores épocas da minha vida. Vídeo-maníaco desde muito jovem, comprei um Xbox 360 e tive problemas com o aquecimento do aparelho. Para abri-lo, era necessária uma chave importada que acionava diversos pontos ao mesmo tempo para abrir seu interior.

Não sei se alguém já fez isso, mas usei palitos de fósforo cortados meticulosamente para abrir com perfeição o mecanismo. Depois me deparei com o problema para atualizar o Firmware (software básico) do equipamento. O kit na época, a interface de leitura e gravação, custava 2/3 do aparelho aqui no Brasil e analisando um pouco daqui e dali, adaptei um conversor RS232-USB de R$ 35,00 para conseguir ter acesso a memória NAND.

Uma das tentativas de trabalhar por conta foi remapeando chips da central de injeção eletrônica de carros. Era possível aumentar a performance de veículos, modificando uma tabela com os registros de aceleração, tempo, combustível e oxigênio. Tinha um kit com centenas de arquivos prontos, modificados para transformar veículos a gasolina em álcool, melhorar a performance, inclusive GNV e outras coisas. Até aí sem problemas, retirava a central do carro, removia o chip com as informações e re-programava. Mas eu não tinha noções de mecânica e alguns ajustes simples eram necessários, o que me deixava com muitos problemas. Estava em vias de aumentar a performance da minha moto 250 CC injetada e interfacear os dados apresentados no painel. Foi mais uma fase de muita experiência e dor de cabeça. 

Tenho vontade de um dia escrever em "Cybercrime das Antigas", cerca de 80% das desaventuras que eu e minha "galerinha" participamos e histórias que temos. Como uma ferramenta do mestre Jenktovsky Pharlap, com toda sua criatividade, foi capaz de influenciar e tirar proveito de padrões internacionais adotados até hoje que creio dificilmente ver novamente. Outro seria "A teoria da colisão de átomos", onde descreveria minhas experiências e técnicas aplicadas na sedução da beleza feminina usando puramente psicologia, neurolinguística, visualizações mentais e estados comportamentais diferenciados. Porque toda mulher na verdade, tem o desejo de ser galanteada e conquistada de forma gentil e encantadora.

Isso tudo não é para demonstrar como eu sou bom ou coisa e tal, pois conheci pessoas que fazem coisas inacreditáveis. Mas para dizer que nós usamos formas NÃO-CONVENCIONAIS para atingir OBJETIVOS claros e definidos. Nosso caminho é claro e é percorrido em um passo controlado e constante. Nossa qualidade por si só já demonstra o valor agregado de cada serviço e produto. Seja qual a dificuldade tecnológica apresentada, respiramos, pensamos e refletimos para o melhor entendimento. Nossa missão final não é ser melhor do que a concorrência, mas batalhar a cada dia para sermos melhor que nós mesmos do instante anterior.

Estamos à disposição para tentar resolver problemas de forma sábia, inteligente, econômica e com muita criatividade, afinal, todos somos criativos por natureza!

Leonardo I. de Freitas


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